Dor na anca ou virilha que não passa? Avaliação dirigida pelo médico do desporto.
Dor inguinal em atletas, pubalgia, conflito femoroacetabular, tendinopatia glútea — patologias com diagnóstico difícil que beneficiam de avaliação ecográfica em movimento.
📍 Porto · Aveiro · Teleconsulta
Sinais frequentes de quem chega à consulta
A dor da região da anca tem múltiplas origens — articular, tendinosa, muscular, neural. Distinguir entre estas é essencial para o tratamento certo.
Dor inguinal em atletas
Padrão típico de pubalgia atlética, conflito femoroacetabular (CAM ou pincer) ou tendinopatia adutora — frequente em jogadores de futebol.
Dor lateral da anca ao deitar de lado
Sinal clássico de tendinopatia glútea (média e mínima) ou bursite trocantérica — diagnóstico ecográfico em consultório.
Dor profunda na anca ao sentar ou cruzar a perna
Pode indicar conflito femoroacetabular, lesão labral, síndrome do piriforme ou lesão articular precoce.
Patologias da anca e virilha avaliadas e tratadas
Diagnóstico diferencial preciso
A região da anca é particularmente exigente para o diagnóstico. Experiência com atletas de alto rendimento — onde o erro custa uma época — aplica-se a cada doente que chega à consulta.
Exame clínico dirigido
Testes específicos (FADIR, FABER, Ober, Trendelenburg, Thomas, palpação dirigida) e avaliação biomecânica do membro inferior e core.
Ecografia musculoesquelética
Avaliação dinâmica de tendões glúteos, bursa trocantérica, adutores, púbis, recessos articulares — em movimento e com carga.
Cruzamento com RM ou artro-RM quando indicado
Ressonância dirigida apenas quando há suspeita de lesão labral, FAI sintomático ou planeamento intervencional/cirúrgico.
Abordagem terapêutica não-cirúrgica
A maioria das patologias da anca — incluindo FAI sintomático e tendinopatia glútea avançada — beneficia de tratamento conservador bem dirigido antes de considerar cirurgia.
- Reabilitação dirigida — programa específico para glúteos, core, adutores e mobilidade da anca
- Infiltrações ecoguiadas — bursa trocantérica, peritendíneas glúteas, intraarticular da anca, sacroilíaca
- PRP (plasma rico em plaquetas) em tendinopatias crónicas refratárias
- Acupuntura médica como complemento no controlo da dor
- Cirurgia (artroscopia da anca) recomendada apenas em FAI sintomático com falência do tratamento conservador, lesões labrais sintomáticas significativas ou indicação ortopédica clara
Dúvidas comuns sobre a anca e virilha
Tenho dor na virilha há meses como atleta — o que pode ser?
Em atletas de desportos com mudanças de direção (futebol, hóquei, andebol), dor inguinal persistente é mais frequentemente pubalgia atlética, tendinopatia adutora ou conflito femoroacetabular. Diagnóstico diferencial preciso é essencial — cada uma trata-se de forma diferente.
A tendinopatia glútea tem cura?
Sim. A tendinopatia glútea (síndrome trocantérico) responde muito bem a programa específico de reabilitação. Infiltrações ecoguiadas (peritendíneas ou na bursa) podem acelerar a recuperação. A cirurgia é raramente necessária.
Preciso operar a um conflito femoroacetabular (FAI)?
Depende. FAI assintomático ou com sintomas ligeiros responde a tratamento conservador (reabilitação, modificação de atividade). Cirurgia (artroscopia) está indicada em FAI sintomático com falência do tratamento conservador em atletas competitivos ou doentes muito ativos.
Posso continuar a correr com dor na anca?
Depende da causa. A maioria das dores laterais da anca permite manter atividade com adaptação de carga e correção biomecânica. Dor articular profunda em coxartrose precisa de avaliação individual — em geral pode-se manter atividade adequada.
Vamos avaliar a sua anca
Diagnóstico diferencial preciso entre causas articulares, tendinosas e referenciadas. Procedimentos ecoguiados quando indicados. Porto, Aveiro ou teleconsulta.